As pessoas também são como as ondas...

Fato que não gostamos de aceitar é que pessoas vêm e pessoas vão de nossas vidas o tempo todo. Umas saem tão rapidamente como entraram e, dessas, raramente nos lembramos. Talvez apenas quando estamos nostálgicos, revirando a memória em busca de uma lembrança boa ou por alguém especial que já não vemos mais e, subitamente, reaparecem essas pessoas que passaram por nós quase sem deixar marcas.

Em contrapartida, outras pessoas entram, ficam por muito tempo fazendo parte de sua vida cotidiana e se tornam, quase, parte de você mesmo. Daí, por um motivo bobo ou outro, também acabam saindo de nossas vidas. Claro, dessa vez o processo é muito mais lento e doloroso. Sempre é difícil destacar algo que aderiu a sua própria carne. Algo que, sem o qual, você não via mesmo como continuar "essa longa estrada da vida". Depois de algum tempo, restam as marcas, verdadeiras cicatrizes em nossa alma que insistem, a cada momento, a nos lembrar da falta que essa pessoa nos faz.

Infelizmente, estou percebendo que a vida é assim mesmo, por mais que pensemos que não. Aliás, por mais que gostemos de acreditar que certas pessoas estarão presentes em nossas vidas até o dia de nossa morte (ou da delas). Evidente que o sentimento fraternal, a lembrança terna dos bons momentos quando essas pessoas nos vêm à mente, esses continuarão sempre os mesmos, embora uma dessas circunstâncias da vida tenha forçado em fazer-nos distantes uns dos outros, ainda que muito próximos fisicamente.



Escrito por Roger às 11h16
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