Em artigo publicado na Folha de S.Paulo nesta última sexta-feira, José Sarney discorreu sobre as dificuldades com que se deparou ao fazer uma lista com os dez livros que mais haviam marcado sua vida. Para encabeçar o texto elegeu o provocante título "A Arte de Escolher". A mim, pobre mortal, após ler o texto e ainda sob impacto do título, restou apenas uma dúvida: não seria mais apropriado a nosso imortal um artigo que versasse sobre a arte de ser escolhido? Afinal de contas, nisso aí ele tem vaaaaaasta experiência.
Retiro parcialmente o que eu disse: o fato de eu ter lido o livro antes de ver o filme estragou um pouco meu prazer ao assistir a obra, já que há surpresas reservadas para o fim do mesmo. De qualquer modo, recomendo totalmente tanto livro quanto filme. Foram muito bem feitos e a Kate Winslet realmente está muito bem no papel de Hanna Schmitz, merece mesmo indicação ao Oscar. Curioso é o fato de que ela não era a atriz originalmente escolhida para o papel, mas sim Nicole Kidman.
As férias estão sendo bem proveitosas com relação a leituras, seja de livros específicos de história ou de livros para "descanso", como costumo chamar. Devo ter livro mais de dez livros desde meados de dezembro, quando se iniciaram as férias, até o começo de fevereiro. Não digo isso porque queira me gabar, mas tenho um bom sentimento quando vejo que aproveitei bem minhas férias. Especialmente porque junto a toda essa leitura, também recordo que assisti a muitos filmes, talvez o mesmo tanto de livros que tenha lido.
Por falar nisso, o livro que estou lendo agora une justamente essas duas artes: cinema e literatura. O Leitor, de Bernhard Schlink, deve estrear aqui no Brasil nessa sexta-feira, dia 06/02. Minha intenção é terminar a leitura antes de ir assistir ao filme, uma vez que assistí-lo antes de lê-lo estragaria muito mais a surpresa do livro do que o contrário, penso eu, que tenho mais prazer na leitura do que no cinema.
Outras leituras que fiz que juntam esses dois mundos foram Gomorra, O Curioso Caso de Benjamin Button e O Menino de Pijamas Listrados.
PS: Numa dessas perambuladas que dou quase diariamente nas livrarias, vi que saiu em livro o Operação Valquíria, estreado por Tom Cruise nas telonas. Será que vou me interessar por ele também? Curioso notar o lançamento de muitas obras, tanto no cinema quanto na literatura, com o nazismo e a II Guerra Mundial como pano de fundo. Terão alguma relação com a situação atual dos judeus e a questão palestina? Será que querem rememorar a todo tempo o holocausto? Perguntas que incomodam...
Nos últimos tempos tenho aproveitado melhor minha assinatura da Folha de S.Paulo e lido praticamente todos os dias o jornal supracitado. Mais do que isso, eventualmente, quando surge alguma notícia, artigo ou texto que valha a pena, tenho enviado comentários ao jornal. No último mês enviei dois e tive a satisfação de vê-los publicados nos jornais do dia 05/01 e 02/02.
O primeiro, apesar de não gostar da Eliane Catanhêde, fui obrigado a concordar com seu texto que versava sobre o fato de o Maranhão ser um estado rico, mas que toda essa riqueza, infelizmente, não retorna para os moradores do respectivo estado. Já o segundo, é o reconhecimento pela iniciativa do governo do Estado de São Paulo em transformar a casa das retortas, no centro da cidade, no museu de História de São Paulo. Para ver os comentários na íntegra, clique nos links abaixo.