SIMPÓSIO DE CARTOGRAFIA HISTÓRICA

Acabo de chegar em Paraty para o I Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica (http://www.ufmg.br/rededemuseus/crch/simposio/). Serão quatro dias ounvindo as apresentações de pesquisadores falando sobre seus projetos de pesquisa na área. Certamente será bastante interessante, instigante e animador para mim, que vou desenvolver projeto de mestrado na área.

A partir de hoje, postarei fotos do evento, da cidade de Paraty e também alguns comentários curiosos de coisas que fui percebendo desde quando saí de São Paulo. Vou começar por algo que me deixou bastante contrariado hoje logo na saída de São Paulo.

ESTRANGEIROS NO ÔNIBUS

Logo que entrei no ônibus, já havia percebido um número bastante razoável de estrangeiros no carro. Pouco antes da partida, o motorista e um auxiliar passaram a fazer a contagem geral e, assim que terminaram, procederam com os informes sobre segurança e proibições durante a viagem. Assim que terminaram os avisos em português, em função do número de estrangeiros, o motorista fez um resumo dos avisos em língua inglesa. Como era de se imaginar, o inglês do motorista não era dos melhores, mas mesmo assim, conseguiu comunicar sua mensagem. Tão logo virou as costas, um senhor fez comentários sarcásticos em inglês sobre a qualidade do inglês do motorista. E todos os outros ao redor riram. Tal atitude me deixou bastante contrariado e não podia deixar de comentar com este senhor o que achava daquela situação. Falei para ele, em voz suficientemente alta para que os outros pudessem escutar, que eles deveriam se sentir agraciados por haver encontrado um motorista bastante esforçado que se dignou a aprender algumas palavras em inglês para não deixá-los sem a explicação que acabara de dar em português. Esta não é uma obrigação do trabalho dele, já que as empresas de transporte rodoviário não pagam salários maiores para motoristas bilíngues. Também falei que, pelo comentário dele, certamente é natural que na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, países "civilizados", certamente haverá motoristas em linhas populares capazes de falar o português fluentemente para dar satisfação e tranquilidade a eventuais clientes lusófonos que não entendem os comunicados de segurança.

Obviamente, os estrangeiros se sentiram mal e não retrucaram meus comentários. Mas também não pediram desculpas. Ficaram apenas com a habitual cara de bunda deles, talvez putos demais por terem sido repreendidos com razão.



Escrito por Roger às 01h50
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